eu estava de bike, fui te encontrar na casa de amigos. estava muito muito apaixonada e curiosa, pela garota que aparecia tão linda na minha vida e falando de filmes, de brisas de verão. cheguei e te ouvindo e teus amigos falando sobre coolzices e ao mesmo tempo tão brega aquele ambiente onde se fala mais que se ouve inebriado de vinho que não demora muito alguém começa a falar mal de alguém que alguém conhece e que agora é julgado e reascende a sombra daquilo que ainda está vivo e dói dentro. Tu quis ir embora, falei que eu te levava na minha bicicleta, tu não acreditou, disse: só tu mesmo Carina! Sentou no cano e descemos com aventura o morro de Vila Buarque até Santa Cecília e quando chegamos na frente da tua casa tu estava falando muito do passado, não era pouco não, já enrolava pra falar, tinha uma bebedeira continuada já da noite anterior onde provavelmente estavas falando de negócios em um jantar íntimo.eu subi e segui te ouvindo, era como se me pedias conselhos, eu não estava suportando, deitamos na cama, e tu dormiu no meu ombro... ali com os olhos esbugalhados olhando pro escuro, começou a ter uma sensação de que eu tinha que sair dali, não transamos e o macho equivocado em mim não suportou depois de te ter ouvido falar em pseudo ex dormirmos sem transar. te acordei. disse que eu estava indo embora, isto deveria ser umas 3h da manhã e tu estava absolutamente insone. me dizias: como assim tu vai embora, o que foi que houve, eu não tinha nem resposta, só sentia estava sob um efeito de hormônios, lutas e fugas dentro que me conduziam a um embate com o acontecia na real ali no cheiro de alcool e quarto escuro. sufoquei. precisava sair correndo. me vesti e sai, quando cheguei em casa vi que tinha esquecido o meu telefone na tua cama. as gafes sempre podem ser superadas. era a vida me dizendo: sim você é responsável pela merdas que faz e respira bem antes de ir até lá e dar vexame já de manha cedo. eu fui nos abraçamos e me disses: estas coisas comigo só acontecem uma vez - conseguias ser ainda mais brega que eu que saiu deixando pra trás algo que me fazia voltar.
tu, depois deste dia, nunca mais voltou, quer dizer dormimos juntas ainda varias vezes, até o dia em que tu me acordou na madrugada e disse que precisava ir embora a gente também não tinha transado tu não querias, provavelmente estavas sufocada também. pelo visto ficamos sem ar juntas e se insistirmos podemos não respirar e aí tudo acaba antes mesmo de começar. eu abro a porta pra ti e sinto um imenso vazio, mais um em pouco tempo. tu chorando se despediu.
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