terça-feira, maio 29, 2007

em brevíssimo!




Uma mulher atrás da janela. O apartamento invadido. Está na hora de sair. Quem sabe o que realmente é?

o que: CÓDIGO DE BARRA, com Carina Sehn
onde: USINA DO GASÔMETRO, SALA 302
quando: 16.06 A 08.07 SÁBADOS E DOMINGOS ÀS 19H
quanto: 10,00 (público em geral)
5,00 (classe artística, estudantes e maiores de 60)

quarta-feira, maio 16, 2007

um jardim de paz e poesia

fantasmas, sempre vem uns tantos!
esses dias estava andando na rua quando de repente vi uma menina na esquina. fui até lá, ela me olhou e disse: uau! quanto tempo que eu não te via, guria? e, ui... eu nunca tinha estado com aquela pessoa antes! eu nunca tinha falado com ela! era como estar diante de uma vaca mugindo pra ti, sendo que nunca estiveste por aqueles pagos antes... era como ver uma flor dessabrochada no teu jardim, quando nem mesmo sabias da existência dela ali...
é... a intuição é a de que existem mais precipícios entre o céu e a terra e tal,.
a sequência a isso foi a mais incrível... mas é melhor contar aos pouquinhos, para não cansá-los e ...

sábado, maio 05, 2007

antes de agora

pedi para que trouxessem a correspondência. saída do banho, perfume no pescoço, punhos e entre os seios. alguns trechos de Kundera não me saem da cabeça. escuridão e luminosidade. ter de fechar os olhos para entender, sentir.
sim, me perdi em devaneios e preferi o momento. por isso pedi a correspondência durante o café. ontem te vi. ninguém ali sabia de tudo o que havíamos vivido. agora é tudo tão diferente... quando nos despedimos tive certeza do quanto já me senti. do quanto faz bem estar aqui sozinha entre as minhas folhinhas de anotações. tudo no diminutivo para ser mais íntimo ainda! a noite chorando. acordei cedíssimo e me movi pouco até agora. tudo demora em existir e as horas correm e latejam a consciência. eu não procuro agora o que encontrei antes. a correspondência nem chegou. eu me encontrei já estando aqui. anotei em algum lugar e a alergia continua constante. meus diamantes - estado bruto. eu - impenetrável... muito mais! prefiro a latente evidência de já ter amado antes. lá... atrás... quando ainda não tinha aprendido a sofrer.
agora as coisas são mais organizativas e profissionais. não sou ríspida, não... sou profissional e leio e repito Ana Cristina César. não pensei ainda na sacada como êmbolo para o meu ânimo. abri a porta do carro, mas foi só para pegar as taças no porta-malas. quando cheguei e o lençol ainda estava desarrumado, acreditei na noite passada. como já dizia, nem dormi, a rua é mais miragem do que lugar para andar. nem saio. acendo mais um cigarro. mais outro momento. lembro de Henry Müller e suas calças para dentro da bota quando andava de bicicleta. ele saia para levar os textos que acabara de escrever. Ana Cristina César vestia um enorme chapéu e ia "pras aulinhas na Puc do Rio". eu, pinto as unhas e atendo o telefone. respiro e a única coisa que procuro é o próximo instante. o depois de agora. diamantinamente.

quinta-feira, maio 03, 2007

de volta em Junho!!!

O espetáculo "código de barra", performance solo da atriz Carina Sehn, de volta no mês de Junho na Usina do Gasômetro.

Paranóia, medo, solidão: um dia na vida de uma sociopata.