it's like a dream. ontem estávamos insones. tudo em silêncio. o lençol aos nossos pés. era início. poucos meios, nehum fim, tenho os inícios. sou início, traço e linhas que se entrecruzam!
fico imaginando o que Nina Simone faria depois dessa noite: talvez ela fosse para a boca do palco, olhasse bem para a platéia e disesse: this is the song, my brother! this is the song about on moment! come here and do me! do it! come on!
é claro que o piano entraria rasgando toda a cena - luxo!
sexta-feira, abril 20, 2007
segunda-feira, abril 16, 2007
brother.

quando as vias de acesso de repente se entrecruzam com ligeiros significantes desconexos e com cheiros estranhos a inclinação primeira é a de evacuar qualquer que seja a salinha de espera. quando encontrei o meu irmão ele disse que não tinha ninguém na casa e decidiu sair correndo pela porta dos fundos. nós dois juntos nem conhecemos ainda o resto da família, mas o que a gente sabe é que na sala da frente cercada de cortinas acontecem rituais com muita vela e algumas fumaças coloridas. estarão nos esperando daqui a duas semanas como novos participantes. a gente corre muito pelo campo... sempre encontramos algum tipo de planta nova e deitamos para ver as estrelas em noite de lua cheia. só hoje vimos três cadentes!
e, quanto a auto-estrada, quanto ao que aconteceu antes de chegarmos aqui... bem, isso é um assunto para termos com outras pessoas. entre nós, quando estamos no campo, não falamos dos traumas ecoados! preferimos a doce sequência de comer figos e tomar limonada!
ainda hoje trocamos o velho pneu da bicicleta e corremos como quando se foge do ninho... alcançamos o cume da pedra lá de cima.
ele abriu os braços e eu pude gritar: esqueci! esqueci! esqueci!
domingo, abril 15, 2007
sábado, abril 07, 2007
em ondas...
tenho uma bolha no pé. ainda ontem a dor na barriga era constante. uma dor de fome, segundo minha mãe, dor que indica uma gastrite! nem fomos ao cinema e a companhia resumiu-se a uma boa pedalada por estradinhas de chão. quando a luz era bem mais apaziguada pude ver os detalhes. ainda vaga e desproposital a tua consciência de estarmos por muito tempo ali, não me deixava continuar com a conjectura sobre o homo e o hetero. sobre a realidade de ser sempre hetero. sempre diferente. duas pessoas, portanto duas diferenças. nunca se é igual! risos... tava lendo uma tal socióloga que defende a integralidade na relação. como ser metade de alguém se se tem que ser inteiro? no entanto, como já tentava te explicar nem sempre sinto assim, nem sempre sou tão auto-suficiente. quando vi estavas ali, no chão. peguei o carro e te levei para o pronto -socorro do centro. ainda gemias muito mas os olhos já me viam. agora é que entendia o que é ser pela metade e hetero.
... enquanto escrevo, estás no banheiro, posso ouvir a escova entre os teus dentes. agora a torneira... choro e sou absolutamente frágil.
... enquanto escrevo, estás no banheiro, posso ouvir a escova entre os teus dentes. agora a torneira... choro e sou absolutamente frágil.
sexta-feira, abril 06, 2007
poligênero
quero a polissemia de cada dia: eu fui como imaginavam que eu fosse. eu não sou como imaginam que eu sou. eu nunca quis ter o que eles acham que eu tenho. eu tenho o que ninguém suspeita que eu tenha. eu sou o eu menos igual que eles conhecem. eu sou o meu duplo eu. eu sou o meu eu ao avesso do eu. eu sou o david bowie? eu sou o meu eu. o eu mais eu que eu consigo ser. sendo eu.
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