a noite passada dormi agitada elo barulho dos carros na rua que não paravam e uns adolescentes pela saídos de alguma festa e meio bêbados. eu no meu estado meio dormindo meio acordada fui me sentindo meio invadida e me virava de um lado para o outro, tentando regressar ao sonho - tão difícil para mim de lembrar deles... hoje vou colocar o despertador para o meio da madrugada para ver se lembro... hoje andamos de carro pela estrada poente, ouvíamos uma música que repetia> e flutua flutua > eu flutuo > coalescente a isso me percebo impaciente e urgente, meio irracional, reptiliana. um ser que quer território, sente ciúme e pensa em coisas completamente loucas.
vejo o céu enquanto sinto o caos dentro, caos-saúde, uma sensação de que está tudo se reconfigurando. sinto a importância do tempo passar_ não o tempo cronológico, mas o tempo da intensidade, o tempo de poder viver aquilo tudo o que se quer viver e, não mais mergulhar em um não sei quê de atrapalhação mental. elucubração da razão. é este o ponto: não é interessante, ao corpo, nenhum destes polos; nem o irracional, nem o racional. nem tanto impulso, nem tanto critério. nem tanto tabaco! sigo treinando a fluidez, vou caminhando e transmutando. desejo a solidão que tem se revelado um forte dispositivo para a cura. estar comigo, me ouvindo, sem interferências de outros desejos, tem sido um descanso. ao mesmo tempo que a presença do outro, deste outro lugar de fala, deste outro universo de constelação, traz a percepção do quanto é magnífico se ver ali no encontro, diante daquele outro ser. precioso. eu sou o outro. duas solidões que se acompanham.
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