por onde comecar? tanot tempo sem pousar. volto, não. ninguem volta. pouso. pouco aqui para desaguar. uma mare de lua cheia, grande ressaca de tempos em silencio de mim, tão mais fissurada no outro. como pode que sempre nas minhas relações fui tão permissiva a sair de mim? transtorno compulsivo? uma vontade de me deixar habitar por pensaments mágicos que sempre colocavam o outro como o centro do meu mundinho.
depois de 41 anos isso tem mudando um tanto. ando inclinada a me priorizar. a realmente gosgar do meu mundo comigo e não tem a ver com isolamento, não me percebo isolando. percebo que tenho menos paciencia, o que tambem não deixa de ser uma forma de isolamento. enfim. o que eu quero dizer é que estou reduzindo em mim as ilusões de amores romanticos e quando ainda entro nelas, mertgulhada em uma ilusão de perfeição, so quebro a cara.
a penultima mulher que idealizei, era uma garota quando a conheci e com o tempo fui vendo que ela envelhecia,. que o que a alimentava era a construção de sugação, eu quero ser igual a você então me torno você para estar alimentada daquele objeto. acho que eu ja fiz isso na minha jovialidade inconsciente. no caso desta mulher, foi lá e casou com uma mulher mais velha que é o objeto do seu desejo, sem tirar e nem botar é o que ela quer ser quando crescer. hoje eu olho pra garota que me apaixonei e vejo um ser mais velho do que ela é... será que eu estou mais velha? bem provavel!
ter a coragem de viver um romance , cheio de passion e perversão, porque a maioria delas são puritanas e não se permitem viver um romance digno desta minha paixão de fogo de palha, super intensa e que não se sustenta, tendo em vista que eu propria não me autosustento neste frenesi histérico e ao mesmo tempo compulsivo e obsessivo. tenho todas as neuroses presentes em mim isso é certo. e no entanto a cada dia que passa mais consciente delas eu fico e que por isso mesmo posso lidar de modo menos categórico comigo mesma.
a ultima garota que eu me apaixonei não é uma garota, é uma mulher que acabou de sair de um relacinamento e tá super bagunçada, como ela mesma diz, desestruturada. eu joguei meu charme e fui logo dizendo, depois de dois dias inteiros a gente juntas, como amigas, não hesitei em dizer que tava com vontade dela, não foi assim que falei mas quase isso. disse que eu queria beijar ela. sentia vontade disso. ela não aguentou, foi demais pra ela, ora ora ora, você pode propor isso porque está estruturada, mas eu não dou conta, foi mais ou menos isso que ela me disse. tá bem, o que eu vou dizer? medo que que, né? cada um tem os seus. como se entregar ao desejo por ser algo que exija tanta coragem! como se permitir gozar pode nos paralizar e criar uma submissão a regras que nos próprios vamos criando para nós ao longo da vida. isolar afeto e ideia, talvez este seja o isolamento mais vivido por mim e por nós nos tempos atuais.
trazer nossos proprios desejos à tona sempre irá esbarrar no desejo do outro. e então, na duvida de qual é o desejo do outro, eu devo me calar? não expressar o que eu sinto por medo do que aquilo vai causar no outro, é um caminho saudável? não percebo assim, e sei que perceber me faz ver somente sob a minha ótica, pois quem perecbe sou eu, afinal.... e sim percebendo da minha propria ótica, só posso contar do que eu sinto. e falar o que eu sinto e do meu desejo, talvez seja exatamente o que eu tenho neste mundo. o meu desejo. todo o resto é uma ilusão capitalística que nos submete à impostos e governabilidades.
a minha zona de governabilidade ou o meu desejo, é o que me guia e só com ele que consigo saber de mim. eu tenho desejo por outras pessoas sim, vontade de estar com elas, de contruir pontes, mas parece que estar casada é um grande empecilho. um ponto que impede o outro de se entregar. e então: há em mim quem queira se separar para viver estas vontades com outros? neste momento não. gosto muito da companhia, ao mesmo tempo que amo as companhias de outras pessoas. estar com I. me traz disciplina, segurança, saudabilidade - eu não gosto muito de mim quando entro nestes rompantes de loucura passional.
paixão = idealização de um desejo louco de ser tudo aquilo que o outro é para quem está apaixonado: tudo! e como isso não tem a minima condição de perdurar, tendo em vista a alucinação de que o outro é tudo o que precisamos e, nós somos tudo o que o outro precisa, geralmente envolve frutração louca. uma desmedida de frustraçao, ou um medo gigante de misturar amor e desejo, porque um comportamento obsessivo não pode admitir esta correspondencia. e então anula! unfolow, prática de defesa, agir de forma sádica, fria, seguir regras, criadas pela mente obsessiva que age conforme a sua possível reação.
eu ja to embolando tudo mas pra dizer que acabei de viver o teatro de uma paixão não correspondida, o outro deixando no vácuo, fugindo, despistando e transformando elogio em polidez, estas coisas (...), a questão que se coloca não é comigo que revelei o meu encantamento; com o outro que não está podendo viver nada deste tipo? algo ali não é possível de se sustentar. tudo isto ao mesmo tempo que eu acessava pelo hipotalamo, que surgiu com um cheiro de cannabis: uma paixão antiga por uma mulher mais velha cheia de sins e nãos, extremamete crítica e terrivelmente dura em vários aspectos. então isto me contrangia em vários momentos na presença desta pessoa.
o que aprendo com isso? to precisando transar com outra pessoa!